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INVESTIMENTO DE US$ 300 MILHÕES E 580 MW DE ENERGIA

A Usina Termelétrica Nova Piratininga, que será inaugurada em 4 de julho, nasce da parceria entre a Petrobras (60%), Empresa Metropolitana de Águas e Energia - Emae (20%) e Fundação Petrobras de Seguridade Social - Petros (20%), com investimento total de US$ 300 milhões. O empreendimento, situado no bairro Pedreira, zona Sul de São Paulo, faz parte do Programa Estratégico Emergencial de Termeletricidade do Governo Federal.

A Nova Piratininga terá capacidade para gerar 580 MW de energia a partir do gás natural até o primeiro semestre de 2003, quando as obras de ampliação e modernização estiverem concluídas. Os 580 MW de energia são suficientes para abastecer 3,2 milhões de residências. Nesta primeira fase, que está sendo inaugurada, a usina passa a gerar mais 200 MW em ciclo aberto. A obra da usina, ao final, terá gerado 500 empregos diretos e 2.500 indiretos.

O projeto de modernização da usina utiliza uma das mais avançadas tecnologias para geração de energia a gás natural disponíveis no mundo. Ela foi projetada para operar com a máxima eficiência energética (55% de aproveitamento do calor no sistema de ciclo combinando – gás e vapor – contra 40% do sistema convencional – óleo, carvão e outros combustíveis sólidos).

A termelétrica representa 12% dos compromissos de geração de energia elétrica assumidos pela Petrobras. “Em que pese a conjuntura desfavorável, a usina deverá ao longo de sua vida, prevista para mais de 20 anos, contribuir para o sistema elétrico brasileiro, considerando um mercado de energia elétrica crescente a taxas superiores à economia”, afirma José Mauro Campos, coordenador da área de Energia da Petrobras.

A usina contribuirá para dar maior estabilidade ao sistema elétrico pelo fato de estar localizada no maior centro de carga do país, região com taxas de crescimento de demanda ainda elevadas.

Para Márcio Nascimento Magalhães, presidente da Emae, a usina é importante por ser a primeira termelétrica a gás natural a entrar em operação no Estado de São Paulo. “É estratégica por estar localizada no maior centro consumidor de energia do país e porque significa um grande salto tecnológico que permitirá um aumento da eficiência da usina, graças ao fechamento do ciclo térmico. De extrema importância também será a utilização do gás natural, combustível que garante extraordinários ganhos ambientais”.

A Petros, segundo maior fundo de pensão brasileiro, com patrimônio de R$ 15 bilhões, vem investindo cada vez em projetos de infra-estrutura, como o da Usina Nova Piratininga. “Esses investimentos garantem uma rentabilidade média de IGP-M mais 13% ao ano contra a rentabilidade mínima necessária para o pagamento de aposentadorias de IPCA mais 6% ao ano. Ou seja, o retorno vem sendo muito maior do que a Petros precisa”, afirma Carlos Flory, presidente da Petros.

Segundo Flory, é preciso ter criatividade para encontrar alternativas de investimento. “Desde 1999, a Petros escolheu o financiamento de projetos. Está privilegiando o capital produtivo que gera encomendas à indústria, cria empregos e viabiliza o crescimento econômico”, diz.
O secretário de Energia, Recursos Hídricos, Saneamento e Obras do Estado de São Paulo, Mauro Arce, ressalta a importância do empreendimento: “A Usina de Piratininga foi inaugurada em 1954, em pleno Quarto Centenário da cidade de São Paulo. Nessa época estávamos passando por uma grande escassez de energia elétrica. Daquele ano de festas na capital ficou na memória de todos os paulistanos um dos mais belos espetáculos de comemoração – uma chuva de prata: em vários pontos de São Paulo, as flâmulas de papel laminado, com o brasão da cidade, puderam ser iluminadas pelas luzes da metrópole. Quase 50 anos depois, quando o País atravessou um novo período de carência de energia elétrica, foi fundamental o esforço dos governos Federal e Estadual para a conclusão das novas instalações dessa usina termoelétrica paulistana, que é a Piratininga”.

FASES DE INSTALAÇÃO

1ª fase:
2 turbinas a gás; tipo ciclo aberto; capacidade 200 MW; prazo - julho de 2002

2ª fase:
2 turbinas a gás; ciclo aberto; capacidade 200 MW; prazo - novembro de 2002

3ª fase
Quatro caldeiras recuperadoras de calor e interligação a duas turbinas a vapor da Emae; capacidade 180 MW; prazo - 1º semestre de 2003
Capacidade total quando concluída: 580 MW

NOVA PIRATININGA EM NÚMEROS

Área total ocupada: 63.591 m²
Tempo de construção na primeira fase: 15 meses
Tempo restante para conclusão da obra: 10 meses
Investimento total: US$ 300 milhões
Empregos gerados na construção: 500 diretos e 2.500 indiretos
Capacidade/Potência em ciclo aberto: 200 MW (a partir de julho de 2002)
Capacidade/Potência em ciclo combinado: 580 MW (a partir de maio de 2003)Consumo de gás natural por turbina: 700 mil metros cúbicos/diários
Participação da Petrobras: 60%
Participação da Emae: 20%
Participação da Petros: 20%
Número de residências que podem ser iluminadas com a energia total gerada pela usina: 3,2 milhões.

PERFIL DAS EMPRESAS PARCEIRAS

PETROBRAS - A Petrobras é hoje a quinta maior refinadora de petróleo entre as companhias internacionais. Uma marca consolidada pela qualidade na exploração, produção, refino e distribuição dos derivados do petróleo no Brasil e no exterior. Próxima de completar 50 anos, a companhia adota um importante plano de reestruturação com o objetivo de se tornar uma empresa de energia com forte presença internacional e líder na América Latina.
A Petrobras participa do Programa Estratégico Emergencial, instituído pelo Governo Federal para assegurar o suprimento de energia elétrica nos próximos anos. Ao todo, são 16 projetos termelétricos incluindo a Nova Piratininga, com participação acionária de 60%. Os investimentos no setor, com participação da Petrobras, chegam a US$ 4,7 bilhões.

Com foco na rentabilidade e responsabilidade social, a Petrobras usa toda a tecnologia a seu alcance para transformar as diferentes fontes energéticas em progresso e crescimento para o País. Curto prazo de implantação, custos menores, segurança operacional e baixo impacto ambiental justificam o investimento em usinas termelétricas que utilizam turbinas a gás, tecnologia para a geração de energia que vem sendo empregada por indústrias no mundo inteiro.

Continuar fornecendo produtos de qualidade, respeitar o meio ambiente e contribuir para o desenvolvimento do País. Estas são atitudes que norteiam a ação da Petrobras, consolidando-a como uma empresa de produção de energia comprometida com o desenvolvimento dos países onde atua.

EMAE – A Empresa Metropolitana de Águas e Energia S/A é uma empresa de capital aberto, cuja principal atividade é a geração de energia. Seu controle acionário pertence ao governo do Estado de São Paulo. A Emae possui vários tipos de usinas: hidrelétricas, elevatórias e uma termelétrica, estando classificada entre as 25 maiores estatais brasileiras, por patrimônio.

A empresa nasceu da cisão da Eletropaulo, em 1998, e seu complexo gerador em capacidade instalada é de 1.394 MW, o equivalente à demanda de uma cidade com 5 milhões de residências.

Detentora e operadora de um sistema hidráulico e gerador de energia elétrica localizado na região metropolitana de São Paulo, Médio Tietê e Vale do Rio Paraíba do Sul, a EMAE está em sintonia para enfrentar um grande desafio: preservar o sangue do terceiro milênio - a água.
Localizado em um área que se estende desde o município de Salto até a Baixada Santista, seu sistema hidráulico e gerador de energia elétrica é constituído de reservatórios, canais, usinas e estruturas associadas, cuja principal característica é a de exigir uma operação voltada para o uso racional das águas superficiais e dos múltiplos recursos hídricos disponíveis, promovendo a geração de energia em instalações estrategicamente dispostas em centros de cargas, o controle de cheias na Região Metropolitana de São Paulo e a reserva de água para o abastecimento público.

PETROS – A Fundação Petrobras de Seguridade Social – Petros – é o segundo maior fundo de pensão brasileiro, com patrimônio de cerca de R$ 15 bilhões e 90 mil associados. Desde agosto de 1999, o presidente da Petros, Carlos Flory, estabeleceu como prioridades a ampliação do número de empresas patrocinadoras (hoje são 22 empresas, além da Petrobras), a melhoria contínua do atendimento e a excelência na gestão de recursos. Também definiu como estratégia de investimento diferenciada entre os demais fundos de pensão a aplicação em projetos de infra-estrutura em detrimento da renda fixa. A escolha dos melhores parceiros, garantindo maior segurança, a boa rentabilidade e o desenvolvimento proporcionado com a conseqüente geração de empregos vem fazendo de projetos como a Ibiritermo a principal aposta da Petros. Só em 2001 a carteira da Petros rendeu 50% acima da rentabilidade necessária para cobrir o pagamento de benefícios.

A ENERGIA DO BRASIL HOJE

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Brasil tem 1.469 usinas de geração de energia de diferentes tipos (eolioelétrica, hidrelétrica, solar, termelétrica e termonuclear). Atualmente, 1.110 estão em operação, gerando 77.221.160 KW de potência; 90 estão sendo construídas e outras 269 em fase de planejamento.

Cerca de 90% do suprimento de energia elétrica do país provém de geração hidráulica. São 433 centrais hidrelétricas em operação no Brasil, das quais 304 empreendimentos de pequeno porte.

Apesar da importância dessa fonte, a conjuntura atual do setor elétrico brasileiro – crescimento da demanda, escassez de oferta e restrições financeiras, socio-econômicas e ambientais à expansão do sistema gerador hidráulico – indica que o suprimento futuro de energia elétrica exigirá maior aproveitamento de fontes alternativas.

De acordo com a Aneel, a alternativa das usinas termelétricas ganhou força no País em virtude da evolução tecnológica, do crescimento da malha de gasodutos e da maior oferta de gás natural. A implantação das usinas térmicas permitirá complementar a oferta de energia e reduzir limitações do sistema elétrico atual.

A participação do gás natural na matriz energética brasileira ainda é pouco expressiva, da ordem de 4% do consumo final, de acordo com dados da Aneel. Porém, a expectativa é que com a entrada de gás importado, principalmente da Bolívia, esse índice aumentará para cerca de 10% até 2005.

Com o esgotamento dos melhores potenciais hidráulicos do país e a construção do gasoduto Bolívia-Brasil, o gás natural tornou-se uma alternativa importante para a necessária expansão da capacidade de geração de energia elétrica.

Em janeiro de 2002, havia 32 centrais termelétricas a gás natural em operação no Brasil, perfazendo uma capacidade de geração de 2.753 MW. Outras 14 centrais estão atualmente em construção, indicando um potencial de cerca de 6.500 MW de energia disponíveis num futuro imediato.

(*) Informações do Atlas de Energia Elétrica do Brasil, 1ª edição, 2002, produzido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)

 

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