Exposição do artista brasileiro Adelio Sarro é inaugurada na ciclovia do Rio Pinheiros

Ao apoiar o projeto, objetivo da EMAE é democratizar a cultura e trazer as pessoas para perto do rio

 

O diretor-presidente da EMAE, Marcio Rea, participou nesta sexta-feira (16) da inauguração da exposição “O Ser Humano Sideral”, do artista brasileiro Adelio Sarro, na ciclovia do rio Pinheiros, na altura da Ponte do Jaguaré.

Com curadoria do Memorial da América Latina e apoio da EMAE, Farah Service e outras empresas, a mostra conta com 12 esculturas construídas em concreto e reproduzidas em fiberglass. A obra fica no local por tempo indeterminado.

Segundo Marcio Rea, a EMAE busca, com esse tipo de apoio, democratizar a cultura em um espaço aberto, trazendo as pessoas cada vez mais para perto do rio. “O nosso trabalho é para que esse espaço se torne um ponto turístico”, afirma. Vale lembrar que os 25 quilômetros do rio passam por uma série de trabalhos de revitalização, limpeza e saneamento, dentro do programa “Novo Rio Pinheiros”. O executivo afirma, ainda, que a Empresa deve incentivar outros projetos como esse.

O secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido, também esteve no evento e falou sobre a importância da transformação dessa paisagem para os paulistanos. “Estamos fazendo um trabalho de muita dedicação e afinco, principalmente do resgate da dignidade através do saneamento básico. É uma transformação na vida das pessoas, que não tinham esse bem tão essencial”.

Ao apoiar o projeto cultural, o objetivo da EMAE é ajudar a conscientizar as pessoas sobre a importância do Pinheiros para a população de São Paulo e sobre o papel socioambiental da empresa. É o que diz o diretor Financeiro de Relações com Investidores da Empresa, Pablo Andrés Fernández Uhart. “Como concessionária que tem a responsabilidade sobre a área, temos de fazer a sociedade se sentir integrada a esse espaço”.

Arte em todo lugar

Com as obras, que pesam aproximadamente 35 quilos cada uma, Sarro busca uma abordagem surreal da representação do cotidiano, com figuras que levam ao passado, presente e futuro, fazendo com que o público se sinta como um “viajante sideral”. A série traz personagens caracterizados por braços, pernas, mãos e pés exagerados, mas que conseguem produzir um efeito suave, multicolorido e harmônico.

Para Sarro, ao trazer a sua arte para um espaço aberto, ele abre a oportunidade para que mais pessoas tenha acesso à cultura. “É importante que o artista possa mostrar a sua obra em qualquer lugar. A arte tem de entrar em contato com o público, principalmente com as pessoas que, muitas vezes, não tem a oportunidade de entrar em um museu. A arte existe para educar”. A mostra ficou durante dois anos no Memorial da América Latina.

O presidente do Memorial da América Latina, Jorge Damião, concorda que ambiente do rio Pinheiros é propício para a exploração da arte em novos espaços. “Essa é a função da arte, explorar novos mundos e tendências. Muitas pessoas falaram que era impossível, mas eu ressalto que a ferramenta da cultura é justamente o impossível”, finaliza.

Julho de 2021