CONSEMA aprova viabilidade ambiental de empreendimento da EMAE

Com investimento de US$ 2,5 bilhões, usina termoelétrica a gás natural será construída na sede da Empresa

O Conselho Estadual do Meio Ambiente (CONSEMA) aprovou, por unanimidade, na manhã da última quarta-feira (24) a viabilidade ambiental do empreendimento “Substituição Tecnológica das unidades 1 e 2 da usina Termelétrica Piratininga UTE - STP”, da Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE).

A aprovação pelo CONSEMA permitiu a emissão da licença prévia pela CETESB, expedida pelo órgão na última quinta-feira (25), habilitando a EMAE a participar do leilão de energia, que será promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) no próximo mês de outubro.

Com investimentos estimados em US$ 2,5 bilhões, o empreendimento consistirá na instalação de dois blocos independentes de geração de energia elétrica a gás natural, com potência total de 2.554,8 MW, para substituição das Unidades 1 e 2 da Usina Termelétrica Piratininga, instaladas em 1954.

O Bloco 1, que terá produção de 1.736,8 MW, será composto de três turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador. Já o Bloco 2 será composto de duas turbinas a gás com geradores e 1 turbina a vapor com gerador. Sua produção será de 818 MW de energia.

A grande vantagem do empreendimento é que, a partir da substituição de tecnologia, a EMAE vai aumentar a potência de geração de energia, sem emitir mais poluentes do que as unidades que serão substituídas. É o que explica o gerente de Meio Ambiente e Patrimônio Imobiliário da companhia, Admilson Clayton Barbosa. “O projeto proporciona um ganho muito importante para sociedade, pois vai gerar mais energia sem poluição adicional. Cabe lembrar que, junto com a nova tecnologia e a implantação do projeto, teremos 16 programas socioambientalistas que darão suporte para potencializarmos os impactos positivos e minimizar as possíveis potências negativas”, explica.

Outro benefício do projeto será a geração de emprego. Segundo o diretor administrativo da EMAE, Marcio Rea, durante o processo de instalação do empreendimento, existe a previsão de criação de aproximadamente 2,5 mil postos de trabalho. “Vamos executar um plano de contratação para que parte dessa mão de obra seja recrutada da própria comunidade do entorno”.

O projeto teve início em 2015 com a chamada pública que selecionou empresas interessadas em realizar a implantação e exploração de usinas termelétricas a gás natural em parceria com a EMAE. Pela chamada, a EMAE disponibilizava os ativos locacionais, como terreno, conexão à rede de alta tensão e demais infraestruturas. A empresa assumiu também o licenciamento ambiental do empreendimento.

Localização estratégica

A área de 170 mil metros quadrados da Emae é considerada estratégica em função de sua localização. Além de estar no centro de carga do país, os terrenos estão próximos aos pontos de conexão com sistemas de transmissão elétrica em 88kV, 230kV e 345kV e ao gasoduto, facilitando a distribuição da energia na rede e o acesso do gás natural para geração.

De acordo o com o diretor de Geração da EMAE, Itamar Rodrigues, essa é uma grande vantagem competitiva. “Nós estamos no grande centro consumidor que é São Paulo e, por estarmos próximos das linhas de transmissão, nosso custo é bem menor em relação a uma usina que fica fora desse eixo”.

A região também é estratégica devido a disponibilidade de fontes para captação de água (Canal Pinheiros e Reservatório Billings) para os sistemas de refrigeração, condensação, caldeira e serviços em geral. Vale destacar que o novo empreendimento não utilizará mais água do que as unidades que estão sendo substituídas.

Integração das equipes

A aprovação da viabilidade ambiental do empreendimento foi fruto de um trabalho conjunto que vem sendo realizado há alguns anos na Empresa, mas que ganhou novo fôlego com a chegada da nova diretoria da EMAE. “O processo ganhou aceleração e abertura em busca de sinergia com os órgãos externos. Foi e tem sido um trabalho integrado e contínuo que despendeu e despenderá muita energia para atingirmos esse propósito”, afirma o gerente do departamento de Gestão de Projetos e Assuntos Regulatórios da Empresa, Sebastião Deusdédite Dias Lopes.

O projeto envolveu todas as diretorias, incluindo as áreas de tecnologia, jurídica, financeira, de Meio Ambiente e Patrimônio Imobiliário, Gestão de Projetos, Comunicação Empresarial, dentre outras. “Construir um estudo de impacto ambiental ao mesmo tempo em que as informações ainda estão sendo discutidas e desenvolvidas, tornou-se uma tarefa complexa. Daí a importância da colaboração da força de trabalho”, finaliza Sebastião.