Governador João Doria anuncia início do desassoreamento e desaterro de 1,2 milhão de metros cúbicos de sedimentos do rio Pinheiros

Secretário Marcos Penido e o presidente da EMAE, Ronaldo Camargo, comentaram ações que envolvem a despoluição do rio

Em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes nesta sexta-feira, 12 de julho, o governador João Doria anunciou o início do processo de desassoreamento e desaterro de sedimentos do rio Pinheiros. Na ocasião, o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido, o vice-governador Rodrigo Garcia, e os presidentes da EMAE e Sabesp, respectivamente, Ronaldo Camargo e Benedito Braga, comentaram a próxima etapa do projeto de despoluição do rio.

"Essa é uma obrigação e um compromisso que estamos assumindo de colocar o rio Pinheiros, até dezembro de 2022, limpo. São Paulo não pode mais conviver com esse problema que vitima a cidade e seus habitantes. ”, afirmou Doria.

Marcos Penido, que apresentou aos jornalistas os números e as técnicas que serão empregadas, enfatizou que o procedimento representará 25% da necessidade total de desassoreamento do rio Pinheiros.

“Neste primeiro momento, o projeto será realizado com o esforço do governo e, em uma segunda etapa, com o apoio da iniciativa privada”.

Ronaldo Camargo, que lidera a Comissão Multidisciplinar de Estudos para Despoluição do Rio Pinheiros, instituída para supervisionar as etapas de despoluição, destacou que, desde o começo do ano, a EMAE testa diversas tecnologias no Pinheiros. “Começamos com o equipamento sueco que não deu certo para os nossos resíduos, e as ecobarreiras. Agora, testamos durante 30 dias os ecoboats sem custos para a EMAE. De imediato, o equipamento aumentou em 30% o recolhimento de lixo superficial do rio”.

Maior desassoreamento realizado pela EMAE

A Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente (SIMA) inicia mais uma etapa do projeto Novo Rio Pinheiros. Já estão selecionadas as empresas responsáveis pelo desassoreamento e desaterro de 1,2 millhão de metros cúbicos, no período de um ano, com investimentos que somam quase R$70 milhões.

Este é o maior desassoreamento realizado no rio Pinheiros pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia (EMAE). Por meio da técnica de escavadeira embarcada sobre plataformas flutuantes, as máquinas vão retirar os sedimentos do leito do rio, depositá-los em barcaças, transportá-los às margens e em seguida para disposição final na Cava de Carapicuíba. O volume mensal destes resíduos, se colocado em caminhões, formaria uma fila de cem quilômetros, equivalente à distância entre São Paulo e Sorocaba. Neste processo serão investidos inicialmente R$ 32 milhões. A previsão é que, em até 12 meses, sejam desassoreados 500 mil metros cúbicos. O planejamento prevê ainda a remoção de 2,4 milhões de cúbicos de sedimentos nos próximos anos.

As empresas prestadoras de serviço foram selecionadas por meio de pregão eletrônico: consórcios Jerivá (Soebe Construção e Pavimentação Ltda. e FBS Construção Civil e Pavimentação S.A.) e Pinheiros 14 (ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção Ltda. e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda).

Já as ações de desaterro visam aumentar o espaço das áreas chamadas "bota-fora" por meio de escavação mecânica dos materiais depositados. Este processo terá o investimento de pouco mais de R$ 37 milhões e deve desaterrar 700 mil metros cúbicos de materiais em 12 meses. Os responsáveis pela execução serão o consórcio Pinheiros 15 (ETC Empreendimentos e Tecnologia em Construção Ltda., e DP Barros Pavimentação e Construção Ltda) e a empresa Construdaher Construções e Serviços Ltda.

Limpeza do Pinheiros

Desde o início do ano, a EMAE vem testando, sem custos para a companhia, novas tecnologias para retirada de detritos do Pinheiros. Por meio dos Ecoboats, uma das que estão em teste, a empresa recolheu 100 toneladas de lixo flutuante das águas em um mês. As outras foram a máquina sueca de retenção de resíduos e as ecobarreiras, que têm a função de reter o lixo e facilitar o recolhimento.

Paralelamente, de janeiro a maio deste ano, nas ações de rotina, foram retiradas quase duas mil toneladas de lixo do rio com um custo de mais de R$ 3 milhões.

Sede do Pomar Urbano

A EMAE revitalizou a sede do Pomar Urbano, que foi reinaugurada em junho. A obra contemplou limpeza, alvenaria, paisagismo e pintura do local, além da recuperação do viveiro, do píer e do quiosque,  remoção de restos de vegetação e instalação nova sinalização. Nesta etapa, uma parceria com a Reservas Votorantim prevê o plantio de 30 mil mudas nativas da Mata Atlântica Paulista. Há também ações de recuperação em andamento com a empresa Vivo.